Clube de Astronomia The Dorks

Nascimento do Sistema Solar

A formação do Sistema Solar começou há cerca de 5 bilhões de anos, a partir de uma nuvem de gás e poeira interestelar. A gravidade fez com que a nuvem começasse a se contrair, produziu uma esfera de gás densa no seu centro e fez com que ela girasse cada vez mais depressa. Conforme girava, a nuvem se achatava e acabou por formar um disco em torno de uma região central. Quando essa área mais densa se tornou suficientemente quente para produzir reações nucleares, transformou-se no Sol. Enquanto isso, os outros corpos do Sistema Solar foram sendo formados a partir do material do disco. Esses objetos são os planetas, os asteróides e os cometas.

Sol

O Sol é uma estrela da seqüência principal com 5 bilhões de anos. Constituído principalmente de hidrogênio e hélio na forma gasosa, tem 1,4 milhão de km de diâmetro. Tem 750 vezes a massa de todos os seus planetas somados e sete vezes a massa de uma estrela média. No núcleo, as reações nucleares convertem massa em radiação eletromagnética, uma forma de energia. Essa energia é irradiada, fazendo com que o Sol brilhe. Seu calor aquece outros objetos do Sistema Solar, mantidos em órbita pela gravidade do Sol.

O Sol

A Energia do Sol

O núcleo do Sol é uma fornalha nuclear com temperatura de 15 milhões °C e densidade 160 vezes maior que a da água. Submetidos a essas condições, os núcleos do hidrogênio se fundem e formam núcleos de hélio. O processo converte em energia 0,7 por cento da massa em fusão. Das 600 milhões de toneladas de hidrogênio que se fundem no núcleo do Sol por segundo, 4 milhões de toneladas são convertidas em energia. O hidrogênio do Sol durará mais 5 bilhões de anos.

Morte do Sol

Daqui a aproximadamente 5 bilhões de anos, a maior parte do hidrogênio do núcleo do Sol se terá fundido para formar hélio. A gravidade, então, fará com que o núcleo do Sol se contraia, aumentando sua pressão e temperatura. O hidrogênio começará a queimar em uma camada em torno do núcleo. A energia gerada pela fusão nuclear nessa camada provocará uma expansão das camadas externas do Sol, que continuará até a sua transformação em uma enorme gigante vermelha. As camadas externas passarão então a flutuar no espaço e formarão uma nebulosa planetária.O núcleo se tornará uma estrela anã branca, com luminosidade muito fraca.

A morte do Sol

Cinturão de Asteróides

O cinturão de asteróides fica entre as órbitas de Marte e Júpiter. Está entre 1,7 e 4,0 unidades astronômicas (UA) de distância do Sol. Há bilhões de asteróides no cinturão. Geralmente, há vastas áreas de espaço vazio entre eles. Os asteróides podem ser carbonáceos, metálicos ou rochosos. Os cientistas acham que eles poderiam ter se juntado para formar um planeta, se não fosse pela fortíssima gravidade de Júpiter.

O cinturão de Asteroides

Colisões de Asteróides

O cinturão de asteróides era por volta de 1.200 vezes mais compacto do que hoje há cerca de 416 bilhões de anos. Incluía na época centenas de objetos maiores que Ceres, o maior asteróide conhecido. A gravidade de Júpiter impediu que se juntassem para formar um planeta. A tendência passou então a ser que se dividissem em partes menores, devido a freqüentes colisões. Muitas partes de asteróides se espalharam pelo Sistema Solar. Formaram crateras nos planetas rochosos e satélites ou caíram no Sol.

Antes Durante Depois

Cometas

A maioria dos bilhões de cometas do Sistema Solar está em regiões muito longínquas, mas alguns descrevem órbitas que se aproximam do Sol e, de vez em quando, aparecem nitidamente no céu noturno. Cada cometa possui um núcleo gelado, coberto de pó, conhecido como "bola de neve suja", com cerca de 20 km de diâmetro. Quando ele se vaporiza, ao se aproximar do Sol, forma-se uma cabeleira com uma longa cauda brilhante. Cometa West,1976 Esse cometa tem duas caudas, uma de gás, reta, azul, e outra de pó, amarela, curva. Fusão Quando o núcleo se aproxima do Sol, o gelo se vaporiza e surgem jatos de vapor d'água.

Cometa Halley

O Cometa Halley é um cometa de curto período que completa uma órbita em torno do Sol em cerca de 76 anos. Quando está perto do Sol, passa entre as órbitas de Mercúrio e Vênus. Quando está longe, passa depois da órbita de Netuno. É o único cometa cujo núcleo foi fotografado. Cinco naves investiga-ram o cometa em 1986 e uma, a Giotto, produziu uma boa imagem do núcleo.

História de Halley

O cometa halley, o mais celebrado e brilhante cometa de curto período, recebeu o nome de Edmond Halley, que, em 1705, previu seu retorno em 1758. Halley foi um dos primeiros a aplicar a Teoria da Gravitação Universal de Newton no cálculo das órbitas dos cometas. Ele descobriu que os cometas brilhantes de 1531, 1607 e 1682 tinham órbitas semelhantes e deduziu que eram o mesmo objeto. O cometa Halley atrai muita atenção desde que seu aparecimento foi registrado em 240 a.C. A passagem de 1066 é mostrada na Tapeçaria de Bayeux, que retrata a conquista da Inglaterra pelos normandos.

O Cometa Halley

Meteoros

Um meteoro ou estrela cadente é a faixa de luz produzida quando um meteoróide queima na atmosfera da Terra. Em uma noite clara e sem luar, podem ser vistos cerca de dez por hora. O número de meteoros visíveis atinge o máximo por volta das 4 horas da manhã, pois o observador está no lado da Terra na direção da poeira atmosférica. Os meteoros são vistos com mais facilidade quando formam uma chuva de meteoros, que ocorre quando a Terra atravessa a trilha de poeira deixada por um cometa.

Chuvas de Meteoros

Há cerca de 20 chuvas de meteoros por ano. As mais fáceis de serem localizadas e o hemisfério de onde podem ser vistas são as seguintes:

Nome Data Hemisfério
Quadrantes 1 a 6 de Janeiro Norte
Eta Aquarídeos 24 Abril a 20 de Maio Ambos
Geminídeos 7 a 16 de Dezembro Ambos
Perseídeos 23 de Julho a 20 de Agosto Norte
Orionídeos 16 a 27 de Outubro Ambos
Taurídeos 20 de Outubro a 30 de Novembro Ambos
Leonídeos 15 a 20 de Novembro Ambos

 

Galeria de Fotos do Sistema Solar

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